São duros os compromissos assumidos pela Unimed-Rio no Termo de Compromisso que assinou na sexta-feira passada com a ANS, Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal para tentar garantir a continuidade de suas operações.

Encalacrada numa crise financeira antiga, a Unimed-Rio se obriga a quitar “todos os empréstimos bancários de curto prazo”, calculados no documento oficial como sendo de R$ 120 milhões.

O prazo para zerar esses compromissos é o de vigência do Termo de Compromisso — ou seja, 90 dias, “prorrogável excepcionalmente mediante o cumprimento de todas as condições (…)”.

Ainda no capítulo financeiro, a Unimed se comprometeu a fazer aportes altos. Por exemplo, R$ 10 milhões até o dia 24 de dezembro e mais R$ 10 milhões até 24 de janeiro.

O documento assinado pela Unimed é explícito: no prazo de 90 dias, a Unimed terá que apresentar um programa de saneamento que deverá incluir “aporte de recursos que equacione o passivo em atraso com a rede prestadora de serviços”.

A Unimed se obriga também a reduzir em 5% ao mês, durante esses 90 dias, a taxa de reclamações dos segurados na ANS.

Terá também que obter uma aprovação formal do Termo de Compromisso “por parte de sua rede de prestadores de serviços hospitalares, de serviços de análise, diagnóstico e terapêutico”.