No momento em que o País discute corte de gastos, a busca pela eficiência em todos os segmentos da economia entra fortemente no radar dos gestores de políticas públicas, com ênfase no sistema de saúde. Na terça-feira, médicos, especialistas e acadêmicos discutiram em São Paulo, em mais um evento da série Fóruns Estadão, a importância de coletar, estruturar e integrar dados médicos.

“Nós queremos melhor prevenção, ter diagnósticos rápidos, equacionar custos. Todas essas questões precisam de informação”, disse Claudio Ferrari, secretário de Comunicação da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Para Tracy Francis, diretora no Brasil da Consultoria McKinsey, a análise de dados pode melhorar muito a eficiência e a qualidade da estrutura de saúde. “O sistema pode ficar em média 35% mais eficiente se usarmos big data e análise de dados. Num mercado de milhões de dólares, o impacto é muito visível.”

Além de melhorar o atendimento individual, a integração de dados pode favorecer o desenvolvimento de pesquisas e a adoção de programas coletivos de prevenção e tratamento de doenças. Em Santos, por exemplo, o Instituto Tellus, dirigido por Germano Guimarães, criou um projeto que ajudou a prefeitura a reduzir a mortalidade infantil com base na coleta e análise de dados.

O País se depara com uma expectativa de vida maior, um sistema de saúde cheio de problemas e um sistema privado pressionado pelo aumento dos custos.