Maior operadora de planos de saúde de autogestão do país, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) está em uma situação bastante difícil.

Relatório financeiro divulgado no fim de março mostra que, em 2018, a Cassi registrou prejuízo de R$ 377,7 milhões, rombo 83% maior do que o computado em 2017 (R$ 206,1 milhões). Quando comparadas ao resultado de 2016 (R$ 159,4 milhões), as perdas mais que duplicaram.

A saúde financeira da Cassi só não está pior por causa dos pagamentos extras que estão sendo feitos pelos associados aos planos e pelo Banco do Brasil, patrocinadora da empresa. Os usuários dos convênios pagaram, além das mensalidades normais, R$ 226,5 milhões a mais à Cassi. Já o BB fez um aporte de R$ 301 milhões.

Para especialistas, se continuar nesse caminho, operando com prejuízos crescentes, a Cassi poderá sofrer intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação e pela fiscalização do setor. A Cassi está operando com patrimônio líquido negativo superior a R$ 100 milhões. Ou seja, se fechasse as portas e vendesse tudo o que tem, ainda assim deixaria esse rombo no mercado.

Em nota, a Cassi informa que o deficit registrado em 2018 decorreu do descasamento entre os valores arrecadados e os gastos com o pagamento das despesas assistenciais. “Essa situação está detalhada no relatório de administração e gestão, amplamente divulgado pela instituição desde o dia 29 de março e disponível para consulta em www.cassi.com.br.”