A crise que reduziu o número de associados individuais ou ligados a empresas fez os planos de saúde repensarem alternativas para cortar custos sem comprometer a qualidade do serviço. O tema foi discutido durante um painel do Summit Saúde Brasil 2017, evento realizado em uma parceria do Estado com entidades do setor.

Os planos médicos tentam diminuir desperdícios e aumentar o controle para combater fraudes e compensar a queda de usuários. Empresas do setor lembram que, enquanto a inflação geral tem quedas sucessivas e deixa de ser um problema para os brasileiros, a inflação médica subiu de uma média de 14,5% para a casa dos 19% nos últimos quatro anos.

“As empresas buscam minorar perdas. Estima-se que dos gastos anuais de R$ 150 bilhões em saúde suplementar, R$ 40 milhões sejam desperdiçados”, diz Irlao Machado Filho, presidente do Grupo NotreDame – Intermédica. “São diversos os casos de mau uso dos recursos que acabam por encarecer os serviços para todos, temos uma média de 14% de internações em pronto-socorros, quando a realidade internacional é de 2,1%, por exemplo.”