Empresas do mercado de fusões e aquisições olham, entretanto, com ceticismo para o negócio da UnitedHealth no Brasil. Para eles, a nova administração não tem exatamente um plano definido e a desistência de venda dos planos individuais teria se dado, na verdade, pela falta de um comprador. Concorrentes que olharam o negócio teriam pedido à UnitedHealth um pagamento de cerca de R$ 2 bilhões para que ficassem com o negócio de planos individuais. A Prevent Senior é uma das que chegou a olhar o ativo e desistiu. Para as fontes, os norte-americanos também aceitariam uma proposta factível.

A UnitedHealth pagou mais de R$ 10 bilhões ao fundador da Amil, Edson Bueno, em 2012, quando o dólar estava em torno de R$ 1,80. Atualmente, o dólar está perto de R$ 6, o que resultaria em perda forte do investimento.

Circulou no mercado que a UnitedHealth teria conversado com a Dasa Diagnóstico, empresa de Pedro Bueno, filho do fundador da Amil, para vender de volta a Amil. A teoria seria que a Dasa gastaria parte do que vai captar em Bolsa, por meio de re-IPO lançado ontem, nessa eventual compra.

Com a nova oferta em Bolsa, os papéis da Dasa voltam a ter liquidez no mercado. Isso permitiria que a empresa oferecesse à UnitedHealth ações como pagamento e tornasse a norte-americana acionista em uma nova empresa.

Embora a engenharia pareça interessante, especialmente depois da fusão da Hapvida com a NotreDame Intermédica, o movimento também é visto como duvidoso. A prioridade da Dasa é adquirir hospitais e esse passo seria operacionalmente desafiador.

Procurada, a Dasa não comentou. O UnitedHealth Brasil disse que não comenta rumores de mercado ou especulações e que “reafirma o seu compromisso com a saúde no Brasil”.