O segmento médico-hospitalar encerrou o ano passado com 60,5 mil brasileiros a menos em suas carteiras. O que equivale a uma ligeira queda de 0,1%. No total, o segmento conta com 47 milhões de vínculos.

Um ponto importante a se destacar é que o impacto negativo no segmento se deve aos planos individuais e familiares. Ao longo de 2019, 78,6 mil vínculos deste tipo foram rompidos. Já os planos coletivos voltaram a apresentar crescimento, com a adesão de 27 mil novos beneficiários. Desses, 15,9 mil são de planos coletivos empresariais.

Claro, não são números muito expressivos. Nem positiva, nem negativamente. Contudo, acreditamos que há boas notícias para se comemorar. Especialmente porque o crescimento da contratação de planos médico-hospitalares por empresas é um bom sinal para o setor. O resultado captado pela NAB é indício de um reaquecimento gradual da economia, que tende a se refletir também em renda das famílias, gerando um ciclo virtuoso. Além disso, se a economia nacional realmente engrenar o processo de recuperação que vem se desenhando, deveremos ver o começo da recuperação do setor que perdeu mais de 3 milhões de vínculos entre 2014 e 2017.

Ainda é preciso destacar que o incremento de beneficiários de planos médico-hospitalares na categoria coletivo empresarial está aquém do aumento do emprego formal na economia brasileira, que teve saldo de 644 mil em 2019, segundo dados do Caged. Isso ocorre porque a maior parte dos novos postos de trabalho tem se concentrado nos setores de comércio e serviços, que historicamente oferecem o benefício do plano em proporção menor do que o industrial, por exemplo. Se o total de empregos voltar a crescer em todos os setores, a contratação de planos de saúde tende a acelerar.