Semana passada revelamos que o total de empregos na cadeia de saúde suplementar cresceu três vezes mais que no conjunto da economia em 2018. Em relação ao ano anterior, o setor gerou 114,1 mil postos de trabalho, 3,4% a mais do que havia em 2017. No mesmo período, o total de empregos no país cresceu 1% – o que equivale a 421,1 mil postos.

Claro que, como já pontuamos algumas vezes, a diferença entre o crescimento proporcional e o número absoluto pode gerar análises completamente diferentes. Ao mesmo tempo em que é verdade que os empregos no setor cresceram em ritmo 3 vezes superior ao da economia geral, também é verdade que o total de postos criados na economia é quase 4 vezes maior que o total de empregos na cadeia da saúde em 2018.

Independentemente de como você queira ler os resultados, é interessante e importante notar que o setor responde por mais de 25% dos empregos gerados ano passado. Essa percepção nos motivou a olhar um pouco mais longe e tentar entender esse comportamento ao longo do tempo.

Analisando os dados desde 2009, ano-base para nosso índice de estoque de emprego, notamos que a cadeia de saúde suplementar tem criado empregos em ritmo constantemente superior ao da economia como um todo. De janeiro de 2009 a dezembro de 2018 (10 anos, portanto), o total de postos de trabalho formal no setor avançou 40,7%, saltando de 2,5 milhões para 3,5 milhões. Enquanto isso, o País passou de 39,3 milhões de trabalhadores registrados para 43,2 milhões, alta de 9,8%. Ou seja, a representatividade do setor no estoque de empregos tem subido progressivamente: em 2009, a cadeia da saúde respondia por 6,4% dos postos de trabalho formal no Brasil e hoje, por 8,1%.

Outro fato que chamou nossa atenção foi o comportamento das contratações nos segmentos que compõem a cadeia de saúde. Apesar de os Prestadores de Serviços terem apresentado o crescimento mais expressivo ao longo de 2018, com alta de 3,6% ante 2,8% das Operadoras e 2,7% dos Fornecedores, o segmento nem sempre liderou a criação de empregos no setor. Na análise dos 10 anos (jan/2009 a dez/2018), o estoque de postos formais nas Operadoras foi o que avançou em ritmo mais rápido (49%), seguido por Fornecedores (40,6%) e Prestadores (40,3%). Claro, estamos considerando aqui o ritmo de criação de postos formais de trabalho. Se observarmos o total de empregos, os Prestadores lideram o “ranking” por uma ampla margem desde o começo.

Em janeiro de 2009, os Prestadores  empregavam 1,8 milhões de pessoas. Já em dezembro de 2018 o montante avançou para 2,5 milhões. No mesmo período, o total de empregados pelo segmento dos Fornecedores avançou de 599,9 mil para 843,6 mil; já as Operadoras respondiam por 104,5 mil postos de trabalho formal e passaram a responder por 155,8 mil.