O Ministro da Saúde, Ricardo Barros defendeu, em junho deste ano, a criação de um plano de saúde mais acessível, para mais de um milhão de beneficiários que deixaram a saúde suplementar em decorrência da crise econômica.

Os prós e contra da proposta são tema do programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que irá ao ar na próxima segunda-feira (19/9). Participaram do debate, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, e José Sestelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), além de dois deputados federais: Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS), membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados e Odorico Monteiro (PROS/CE), coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do SUS.

Em defesa do projeto, o deputado Mandetta e o diretor da FenaSaúde argumentaram que o sistema privado de saúde é excessivamente regulado no país, o que o torna inacessível para a maioria da população. Outra questão que impacta o setor é a perda de beneficiários, uma vez que, os planos de saúde vêm encolhendo desde 2015, com perda de mais de um milhão de clientes, ou 1,5% do total de assegurados.

De acordo com José Cechin, um novo modelo de plano mais acessível deve ser pensado para os milhões de brasileiros que desejam ter plano de saúde, mas cujos orçamentos domésticos não comportam o custeio de um plano como existente hoje em dia e não apenas para aqueles que perderam o plano por terem perdido o emprego. Para ter êxito, o plano acessível terá que atender a três pré-requisitos: ser economicamente viável, ser desejado pelos consumidores e provocar interesse por parte das operadoras.

Cechin também adiantou que plano acessível em nada afeta a dotação orçamentária do SUS – definida pela competição entre todos os Ministérios pelos recursos existentes. Por isso em nada afetará a capacidade de atendimento do SUS. Mas, permitirá àqueles que esperam por procedimentos nas filas do SUS que tenha uma alternativa. À retórica de isso significa transferir para as famílias o custeio da saúde, Cechin lembrou que acontece exatamente o mesmo com o SUS, pois que é financiado pelos recursos de todos os contribuintes, especialmente as famílias.

O programa será transmitido nos seguintes dias e horários:

  • Segunda-feira (19), 21h00;
  • Quarta-feira (21), 21h30;
  • Sexta-feira (23), 19h.

*programação sujeita a alterações, devido às atividades parlamentares

A transmissão será feita pela TV Câmara, pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube, pelo site da TV Câmara. A emissora pode ser sintonizada via parabólica analógica e digital, via VHF e por transmissão digital terrestre, além das TVs por assinatura do país.