A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) esteve presente no Global Summit Telemedicine & Digital Health, realizado de 03 a 06 de abril, em São Paulo. Pela primeira vez no Brasil, o evento internacional trouxe à tona diversos aspectos da nova era da Saúde Digital e o futuro da Telemedicina no Brasil e no mundo.

A telemedicina e a saúde digital são mudanças em curso já consumadas em países ricos, mas ainda incipiente no Brasil. De acordo com José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, trata-se de uma mudança inexorável. “A resistência à mudança pode nos impedir de experimentar avanços”, afirmou Cechin ao abrir a moderação do painel ‘Experiências Exitosas em Telemedicina e Saúde Digital’, com a participação de Erika Fuga, diretora de Sinistros Saúde da SulAmérica; Lais Perazo, diretora de relações institucionais da Amil; Marcos Loreto, diretor médico da Omint; e Caio Seixas Soares, da Teladoc.

Os participantes do painel abordaram os seguintes temas: ‘Telemedicina: Oportunidades de Uso no Cuidado Coordenado de Saúde’; ‘A Experiência dos Hospitais do América no Atendimento AVC’; ‘Teleavaliação Pediátrica em uma Operadora de Saúde – Nova Perspectiva para Gestão e Logística de Cadeia de Serviços em Saúde’; e ‘Telemedicina em Família: Aplicações e Casos de Sucesso’, respectivamente.

Para Erika Fuga, da SulAmérica, a medicina será mais humanizada a partir dos avanços tecnológicos, pois colocar o médico a dois cliques do paciente os aproxima. “A medicina do futuro vai avançar com tecnologia, isso é inexorável. A telemedicina possibilita uma medicina conectada – com mais facilidade para orientar o segurado na sua jornada – e integra os serviços disponibilizados, o que gera uma melhor experiência do beneficiário e uma melhor gestão da operadora”, concluiu.

Lais Perazo afirma que a telemedicina é apenas mais uma forma que a Amil utiliza para ajudar as pessoas a viverem da forma mais saudável, estando sob os mesmos princípios e valores que regem todas as ações e produtos da empresa. Ela acredita que a telemedicina pode ser acessível. Pesquisas apontam que os médicos estão vendo valor em sua utilização e artigos científicos mostram o impacto positivo na qualidade de atendimento, nos resultados de saúde e na redução de custos.

Marcos Loreto, da Omint, defende que a necessidade de regulamentação é urgente. “O mundo pratica telemedicina. Também precisamos praticar no Brasil, com responsabilidade. A telemedicina pode ajudar na logística do atendimento, além de contribuir para evitar desperdícios, sendo uma ótima ferramenta para triagem, orientação e monitoramento de doentes crônicos”, enfatizou.

Por último, Caio Seixas Soares, da Teladoc (empresa de telemedicina), chamou a atenção para a satisfação do paciente em relação à atenção dada pelos médicos durante os dois tipos de contato: presencial e virtual. “A escuta do paciente é a principal crítica feita a consultas presenciais hoje. E é o principal elogio feito pelos clientes do serviço de atendimento virtual”, destacou.

Por fim, os participantes debateram questões como a gravação das teleconsultas e a privacidade do paciente; a importância de discutir a regulamentação da telemedicina no Brasil e a necessidade dessa regulação ser aprovada, uma vez que a prática mostra o potencial para trazer eficiência em custo e gerar maior satisfação ao paciente. Jose Cechin, da Fenasaúde,  concluiu conclamando todos os envolvidos a somarem esforços para que sua adoção produza melhores resultados  para todos. “Mais do que resistir a uma mudança inexorável a postura adequada que é expressa por aqueles que percebem a transformação  na sociedade”.