A NotreDame Intermédica registrou um avanço de 97,8% no lucro líquido atribuído aos acionistas da companhia no terceiro trimestre, para R$ 197,2 milhões, ante o mesmo intervalo de 2019.

A receita líquida cresceu 24%, para R$ 2,7 bilhões, no comparativo anual, resultado do crescimento das linhas de negócio de planos de saúde e odontológicos.

A receita líquida de planos de saúde totalizou R$ 2,48 bilhões, alta de 29,5% em relação a 2019. Já a receita líquida de planos odontológicos foi de R$ 74, 4 milhões, crescimento de 4,2%.

Além disso, entre julho e setembro a receita de serviços hospitalares oriunda dos novos hospitais adquiridos pela companhia nos últimos 12 meses contribuiu com R$ 39,9 milhões.

A receita dos “mesmos hospitais”, por outro lado, caiu 47,2% frente ao terceiro trimestre de 2019, por ainda apresentar reflexos negativos da pandemia e do distanciamento social.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 57,2%, para R$ 437,5 milhões. O salto, segundo a NotreDame, está relacionado ao crescimento “robusto da receita, da melhoria contínua da sinistralidade caixa e da diluição das despesas administrativas”, que caíram 2,87%, para R$ 266,7 milhões, no terceiro trimestre deste ano ante o mesmo intervalo do ano passado.

Sinistralidade

A empresa registrou uma queda de 2 pontos percentuais na sinistralidade caixa, para 68,8%, no terceiro trimestre, ante o mesmo intervalo de 2019. A redução, de acordo com a companhia, é fruto de uma maior verticalização de custos dentro da rede própria e a extração de sinergias de custos das empresas adquiridas. Ao longo de 2020, a NotreDame adquiriu 12 hospitais, quem totalizam 1.097 mil beneficiários e 859 leitos.

A companhia afirmou ainda que as contas médicas caixa (custo dos serviços prestados) aumentaram 20,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de R$ 1,54 milhões para R$ 1,85 milhões. Porém, o valor foi abaixo do crescimento de 24,1% da receita líquida consolidada, o que ajudou a reduzir a sinistralidade.

Além disso, a empresa registrou aumento do ticket médio de saúde mensal, de R$ 220,7 para R$ 229,1, uma variação de 3,8%. O avanço é resultado do aumento do preço médio orgânico de 5,9%, fruto dos reajustes contratuais e mix de produtos mais verticalizados, além do impacto cheio da aquisição da Clinipam, com ticket inferior ao da NotreDame.

O que também contribui para o crescimento do ticket médio foi o cenário econômico adverso, com negociações pontuais e postergação do reajuste de pequenas e médias empresas. “A vantagem competitiva do modelo de negócio verticalizado e oferta de serviços de saúde com uma grade de produtos completa permite que, em momentos como este, consigamos oferecer as opções com as melhores condições comerciais para todos os tipos de clientes”, explicou a companhia.