Médicos que integram a Unimed da Grande Florianópolis decidiram convocar uma nova assembleia geral em março para decidir sobre a destituição da atual diretoria e a escolha de novos dirigentes. Eles contestam decisões realizadas em investimentos considerados deficitários, como o Hospital da Unimed em São José, que tem apenas 50% de taxa de ocupação, os núcleos de atendimento da Trindade e do Kobrasol, além de outras despesas identificadas pela auditoria da Ernest Young, contratada por uma comissão especial incumbida de avaliar a situação financeira da cooperativa.

Os questionamentos feitos na assembleia realizada na sede da ACM partiu de médicos que estão tendo pouca remuneração, considerada reduzida, pelos investimentos feitos em outras atividades. Pela baixa remuneração, especialistas estavam se descredenciando ou reduzindo as consultas e autorizações de exames clínicos e de imagem.

O presidente Genoir Simone informou que a escolha do gestor Richard de Oliveira para o cargo de diretor-geral da Unimed foi dele. E os resultados vieram com uma economia de R$ 28 milhões obtida em apenas três meses na gestão. Isto teria sido possível com a redução de gastos e reestruturação da cooperativa. Contestou a notícia de que a Unimed tem uma dívida de R$ 30 milhões e garantiu que o balanço anual registra equilíbrio financeiro.

A cooperativa tem um faturamento anual de R$ 700 milhões.