A nova unidade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, prevista para ser inaugurada daqui a três meses em São Paulo, pretende abrir as portas já com um novo modelo de remuneração. A ideia é que todos os procedimentos médicos tenham um valor fixo e não mais uma conta médica aberta como acontece atualmente no setor.

“Estamos negociando com as seguradoras e operadoras de planos de saúde. O objetivo principal é que haja previsibilidade de preço. O risco dos custos extras poderá ser compartilhado entre operadoras, hospitais e, inclusive, com fornecedores [de prótese e órtese, por exemplo]”, disse Paulo Vasconcellos Bastian, presidente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Essa será a primeira vez que um hospital inteiro trabalha com um novo modelo de remuneração – tema que vem ganhando importância diante do custo crescente no setor da saúde. Atualmente, o que há projetos pilotos em que apenas alguns procedimentos ou áreas médicas de hospitais são remunerados pela operadora de plano de saúde com um modelo diferenciado. Um dos formatos de pagamento com maior adesão nos Estados Unidos é o DRG, ou seja, o pagamento de um valor fixo por diagnóstico médico.

A nova unidade do Hospital Alemão Oswaldo Cruz ficará no prédio que operava o Hospital Santa Helena, da Unimed Paulistana. Os procedimentos médicos serão os mesmos da “matriz”, que fica na região da avenida Paulista, mas a unidade será mais voltada ao público com renda média alta e não só premium. O Oswaldo Cruz está investindo R$ 140 milhões nesse projeto, que deve gerar um faturamento de R$ 380 milhões em 2018.