Os planos exclusivamente odontológicos aumentaram sua carteira de clientes em 2,4% entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2015, chegando a 22,3 milhões de vínculos. O incremento de 520,9 mil beneficiários, registrado na NAB no mesmo período em que o total de vínculos de planos médico-hospitalares recuou 1,6 milhão, contraria as expectativas do setor (que esperava resultados mais modesto após a retração registrada no começo de 2016). Mas não sem motivo.

O segmento acabou de ultrapassar a marca de 22 milhões de beneficiários, pouco menos de metade do total de vínculos médico-hospitalares, mais ainda está longe de ser maduro. Portanto, tem mais margem para expansão. Outra “vantagem” é o custo de contar com um plano exclusivamente odontológico, bastante inferior ao de planos comuns. O que permite as empresas oferecer o benefício com menos custos e também que as famílias mantenham o benefício mesmo com a redução na renda média, também registrada pela NAB.

A região Norte foi a que registrou o maior crescimento porcentual nos planos exclusivamente odontológicos: 5,4%. Um acréscimo de 54,9 mil beneficiários nos 12 meses encerrados em agosto. Já a região Nordeste teve o maior avanço no número absoluto de beneficiários: 131,1 mil. Alta de 3,2%. No Centro-Oeste, foram registrados 16 mil novos vínculos (impulso de 1%); e no Sul, 10,2 mil (leve alta de 0,5%).

O Sudeste do País foi a única região que apresentou retração no total de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos. No período analisado, houve leve recuo de 0,4%. O que representa 54,6 mil vínculos a menos. O número, contudo, foi puxado apenas pelo resultado no Estado do Rio de Janeiro, que viu 266,2 mil vínculos serem encerrados no período. Queda de 8,2%. Se os números do Rio de Janeiro não fossem computados, o sudeste teria registrado acréscimo de 211,6 mil beneficiários entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2015.

As medicinas de grupo foram as operadoras a apresentar o melhor resultado: Alta de 34,9%. No período, passaram a atender 1,3 milhão de novos beneficiários. No total, as medicinas de grupo atendem 4,9 milhões de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos.

As seguradoras especializadas em saúde passaram a atender mais 27,6 mil beneficiários de planos exclusivamente odontológicos (elevação de 3,3%); e as cooperativas médicas, 14,2 mil (alta de 3,6%). Por outro lado, as operadoras de odontologia de grupo perderam 799,6 mil vínculos (queda de 5,9%); as filantrópicas, 3,4 mil beneficiários (recuo de 3,1%); as autogestões, 1,4 mil (redução de 1,6%); e as cooperativas médicas, 8,1 mil (leve retração de 0,3%).