A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou na segunda-feira (28) uma lista de 131 hospitais particulares e públicos que receberam avaliação máxima de institutos que medem a qualidade do atendimento de saúde.

Esses institutos são contratados pelos próprios hospitais para serem “acreditados” (uma espécie de certificação). Isso confere mais reconhecimento aos hospitais. Os institutos avaliam desde o uso de pulseiras por pacientes até prontuários preenchidos.

“Hoje quando você procura hospital ou clínica para ser atendido você não tem uma referência concreta, além da opinião de pessoas. Então, a lista oferece informação de qualidade”, disse Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS.

Dos 131 hospitais, 59 estão no Estado de São Paulo, o que representa 45% do total. Entre eles estão o Israelita Albert Einstein, o Sírio-Libanês e o Samaritano, por exemplo. Dos públicos, aparece o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

“São Paulo tem mais pessoas com planos de saúde e, portanto, mais hospitais também. E por isso concentra uma parcela tão grande de hospitais com a acreditação máxima por essas companhias certificadoras”, disse Oliveira.

Outros 23 estão em Minas Gerais, 12 no Rio de Janeiro e mais oito no Paraná, conforme a lista divulgada pela ANS, que considera apenas os hospitais que foram “acreditados” pelo país. O Brasil tem cerca de 6.200 hospitais públicos e privados.

Por terem notas máximas, esses hospitais tem direito a reajustes de preços acima da inflação com as operadoras e seguradoras de saúde, de 105% do IPCA (índice oficial do país). Demais hospitais poderão reajustar seus preços de 85% a 100%.

A ANS divulgou ainda listas de hospitais com base em índice de readmissão hospitalar e segurança do paciente. A primeira mostra hospitais que atenderam às exigências da ANS com relação à reinternação em até 30 dias da última alta.