Técnicos da Organização das Nações Unidades, Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) e de uma empresa de consultoria vão fazer uma pesquisa para descobrir o impacto econômico da violência contra as mulheres no sistema de saúde suplementar.

“Isso traz impactos de reintegração dessas mulheres à sociedade de uma forma mais efetiva, mais impoderadas e, com certeza, traz para nós uma redução dos custos do plano de saúde”, explicou Ricardo Ayache, presidente da Cassems.

O protocolo de intenções para dar início ao projeto já foi assinado. Esse será o primeiro estudo do gênero no país. O estudo vai abranger as mulheres que representam 55% dos beneficiários do plano de saúde dos funcionários públicos do estado. “A gente quer levar essa metodologia, estas informações e os seus resultados para o resto da America Latina e do mundo”, afirmou Nadine Gasman, representante da UNU Mulheres.

Segundo os coordenadores do projeto, a pesquisa será feita em quinze meses e por etapas. Nesse período, os técnicos vão se reunir a cada quinze dias para estabelecer estratégias de trabalho, identificar casos de violência entre as beneficiárias do plano de saúde, criar metodologias de atendimentos e formas de prevenção. Depois que o trabalho for concluído, a ideia é mobilizar a sociedade para enfrentar o problema.

“No momento em que a gente consegue detectar, a gente vai poder também prevenir e ajudar essas famílias em situação de violência”, contou Jucli Stefanelo, diretora de clientes da Cassems.

A violência doméstica traz números preocupantes. Segundo estudos, uma mulher é assassinada a cada uma hora e meia no país. Mais de 500 são agredidas. Só este ano foram registrados mais de 1.800 casos de violência contra a mulher na capital e 5 mil no estado. Seis mulheres foram assassinadas por companheiros ou ex-maridos em Mato Grosso do Sul.