Uma prática pouco usada antes da pandemia, a telemedicina atingiu 2,6 milhões dos atendimentos a beneficiários de planos de saúde entre fevereiro de 2020 e janeiro deste ano, segundo levantamento da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) com 8 das 15 maiores empresas de assistência médica e odontológica do país.

Dos atendimentos online, 60% foram para urgências e 40% para casos eletivos, o que indica que a telemedicina tem sido usada inclusive para casos graves.

A FenaSaúde defende que as consultas a distância reduzem as desigualdades regionais de oferta no país, porque mais da metade dos médicos vivem no Sudeste, enquanto o Norte conta com apenas 4,5% dos profissionais.

A telemedicina foi autorizada no ano passado pelo Conselho Federal de Medicina em caráter excepcional e enquanto durar a pandemia. A FenaSaúde defende que a atividade seja regulamentada para ser praticada depois deste período.