São Paulo tem liderado o rompimento com planos de saúde nos últimos 5 anos. De acordo com análise especial da NAB 40, de setembro de 2014 até o mesmo mês de 2019, 1,6 milhão de vínculos foram encerrados no Estado. Um recuo de 8,6%, de 18,7 milhões de beneficiários para 17,1 milhões. Isso só é possível, também, por conta da representatividade do Estado na economia nacional e no setor de saúde suplementar: São Paulo responde por aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e por 36,2% dos contratos com planos médico-hospitalares.

A análise indica que a maior parte dos vínculos cancelados é de planos coletivos empresariais (aqueles oferecidos pelos empregadores aos contratados), seguido de perto pelos planos coletivos por adesão (firmados por intermédio de entidades de classe, por exemplo). No total, 1,2 milhão de planos coletivos foram desfeitos no período analisado. O que indica uma forte relação entre o cenário econômico negativo, especialmente entre 2015 e 2016, e a saída do plano. Ainda que os beneficiários tentem permanecer pagando o beneficio pelo maior tempo possível, mesmo quando perdem o emprego, como indica a pesquisa IESS/Ibop, comentada ontem aqui.

Outro dado importante apontado na análise especial da NAB é que o rompimento está se dando, principalmente, entre a população mais jovem. 557,1 mil beneficiários que deixaram de contar com o plano tinham até 18 anos. Olhando um pouco mais longe, detectamos que 9 a cada 10 rompimentos foram de beneficiários com até 33 anos.

Por outro lado, houve um aumento expressivo do total de vínculos na última faixa etária, de 59 anos ou mais. Foram 237,5 mil novos contratos no período analisado. A única outra faixa etária que apresentou crescimento entre setembro de 2014 e o mesmo mês de 2019 foi a dos 39 anos a 43 anos, que registrou 48,5 mil novas entradas em carteiras de Operadoras de Planos de Saúde (OPS).

Para entender melhor como se dá o aumento de beneficiários na última faixa etária, recomendamos ver a analise especial da NAB 38 – comentada aqui –, que desconstrói os números entre migração de faixa etária e novas contratações.