Na quarta-feira (15/3), aqui no Blog, apontamos uma nova queda no total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês de 2016. O que contraria a euforia apresentada por parte de mercado ao constatar o crescimento destes vínculos entre janeiro e fevereiro deste ano – uma análise, conforme já argumentamos, pouco confiável, tanto por não considerar questões sazonais quando o costume da ANS de corrigir os dados em meses seguintes.

Na ocasião, prometemos analisar o comportamento do total de vínculos ao redor do País, segundo os dados da última edição da NAB. E, agora, vamos entregar o que prometemos.

A redução de 2,7% no total de beneficiários, registrada de fevereiro a fevereiro, foi puxada pela região sudeste. Dos 1,3 milhão de vínculos rompidos no período, 1,1 milhão concentram-se na região que teve queda de 3,6%. Retração superior à média nacional.

Em números absolutos, São Paulo foi o estado em que mais beneficiários deixaram de contar com o plano de saúde: 676,8 mil vínculos foram rompidos no período, o que representa uma retração de 3,7%. Mesmo com a queda, o estado ainda responde por mais de um terço (36,9%) dos 47,7 milhões de beneficiários no País. O que corresponde a 17,6 milhões de vínculos.

Contudo, proporcionalmente, São Paulo não foi o Estado em que mais vínculos foram rompidos. Na região Sudeste, esse “título” cabe ao Rio de Janeiro, que perdeu 229 mil beneficiários. Retração de 3,9% no período analisado.

Já no Brasil, o Estado do Mato Grosso registrou a maior redução porcentual de beneficiários: 4,3%. Em números absolutos, o número representa o rompimento de 23,6 mil vínculos. A região Centro-Oeste, onde o estado se encontra, perdeu 58,4 mil beneficiários entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês do ano anterior, queda de 1,9%.

A região Sul registrou retração de 1,5%, o que representa 104,3 mil vínculos rompidos. As regiões Norte e Nordeste também apresentaram resultados negativos, porém com algumas particularidades que vamos abordar nos próximos dias.