O Bank of America (BofA) avalia o primeiro trimestre de 2022 ponto um período de transição para as empresas do setor de Saúde, e que ainda sofrerá impactos importantes do Covid-19.

As perspectivas para as empresas ocorrem na esteira dos resultados operacionais do 1T22. Confira o calendário completo de resultados aqui.

Dentre os destaques do setores para a temporada, o BofA ressaltou: salas de emergência lotadas, mas principalmente relacionados a procedimentos de baixa complexidade, levando a uma baixa rentabilidade.

Além disso, a taxa de perda de mão de obra de médicos (MLR) ainda deve ser impactada pela Covid-19, enquanto o crescimento de beneficiários deve ser limitado, segundo o banco.

Ao mesmo tempo, empresas de diagnóstico e distribuição de medicamentos “devem apresentar resultados resilientes em relação a outros players de hospitais”, conforme o relatório.

Subsetor hospitalar

De modo geral, as empresas hospitalares devem apresentar um ticket médio em linha com o apresentado no 4T21, na avaliação do BofA.

Rede D’Or (RDOR3) deve apresentar uma taxa de ocupação de 77% e receita líquida acima de 13% em comparação anual. Contudo, “dada a baixa complexidade dos procedimentos, achamos que o a margem Ebitda ajustada deve atingir 25%, frente 28% no 1T21”.

Para a Dasa (DASA3), o relatório calcula um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 17% no 1T22, ante 12% no 4T21, e receita crescendo 31% na comparação anual.

Já o Mater Dei (MATD3) deve apresentar aumento de 70% de leitos na comparação anual, enquanto o Ebitda cresce 55% no ano, devido, principalmente, às operações de fusões e aquisições.

Atendimento e distribuição

Dentre as demais empresas, em outros subsetores, os dados devem vir variados, conforme o BofA.

Qualicorp (QUAL3), companhia do ramo de planos de saúde, “ainda enfrenta um cenário macro desafiador”, segundo o banco, com contínua perda de beneficiários e margens comprimidas.

Já a Hapvida (HAPV3) deve apresentar um MLR de caixa ainda alto, em 71%, semelhante ao 4T21, “o que significa pressão além de nossas estimativas anteriores, que acreditamos é impulsionado principalmente pelo impacto do Covid-19”, afirma o banco.

A Viveo (VVEO3) deve entregar um desempenho operacional mais forte no período em meio a resultados pressionados no setor. A empresa deve ter um aumento de receita de 22% no ano, e margem Ebitda expandindo para 8%, ante 7,3% no 1T21, segundo esperado pelo relatório.