Dois fatores que poderiam alavancar o setor de saúde suplementar não deverão se concretizar neste ano: o aumento do emprego em áreas urbanas e a aprovação dos chamados planos populares.

A avaliação é do superintendente-executivo do IESS (instituto de estudos do setor), Luiz Augusto Carneiro.

“Não esperamos que os planos acessíveis sejam liberados. Isso depende do parecer da ANS [agência reguladora], que, em geral, tem receio de fazer mudanças.”

O tema passou por uma consulta pública, encerrada no fim de julho, e está em análise pela agência.

Além disso, a melhora do emprego neste ano, que é essencial para uma retomada, se deu basicamente no agronegócio, que não é contratante de planos, diz Carneiro.

As empresas tampouco esperam uma recuperação ainda em 2017, segundo a FenaSaúde, entidade do setor.

“Com a crescente inflação médica, teremos um resultado operacional negativo novamente”, afirma a presidente, Solange Mendes.