O Sistema Unimed tem até esta quarta-feira, dia 9, para apresentar uma alternativa que salvaguarde os interesses dos consumidores diante da crise econômica da Unimed-Rio. Após rejeitar a proposta elaborada pelo Ministérios Público Estadual e Federal, Defensoria Pública do Rio e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) o sistema sinalizou na segunda-feira que apresentaria uma solução que atenderia a todos os envolvidas nesta quarta-feira. Este é o prazo final dado pelo o grupo formado pela agência reguladora, MPs e defensoria para uma proposta concreta dos representantes das cooperativas.

O MP se disse “confiante na possibilidade de celebração de um ajuste consensual, capaz de tutelar os direitos dos consumidores deste grande grupo econômico.”

Depois da exposição trechos de uma carta assinada pelos presidentes de Unimed do Brasil, Seguros Unimed, Central Nacional Unimed e Federação Rio, que teria sido enviada ao Ministério Público, na última sexta-feira, em que afirmavam que, caso a Unimed-Rio descumprisse o termo de ajustamento de conduta, em negociação com o MP e que define obrigações, como a de manter o atendimento aos beneficiários, as quatro entidades representantivas de cooperativas nacional e regionalmente, não teriam condições “financeiras e operacionais” de assumir a responsabilidade, a Unimed do Brasil negou que tivesse recuado na participação do acordo.

Já a Unimed-Rio reiterou seu compromisso de cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, “independente da saída unilateral do Sistema Unimed deste processo.” E lembou que foi estabelecida uma parceria com o Santander, que “terá exclusividade na avaliação e eventual venda dos ativos da cooperativa”, entre outras medias voltadas ao saneamento da cooperativa que tem um passivo de R$ 1,9 bi.

Os termos que vêm sendo negociados entre o MP e os prestadores de serviços (hospitais, laboratórios e clínicas), de um lado, e o Sistema Unimed, de outro, tem sido mantido em sigilo. O que sabe ao certo é que o objetivo é garantir o atendimento aos mais de 800 mil usuários da cooperativa, ao menos, por 90 dias. No entanto, circulam boatos de que há vários formatos que seriam possíveis para viabilizar o saneamento da Unimed-Rio, entre eles, a negociação com cooperativas singulares de outras regiões da carteira fora da cidade, a operadora carioca tem beneficiários em todos os estados do país. Outra alternativa, seria a venda do prédio do hospital ao sistema, a operação com a Rio, que pagaria aluguel pelo imóvel e poderia, ao reequilibrar, as contas ter prioridade numa oferta de recompra do prédio.