Com 47,3 milhões de usuários no Brasil, a saúde suplementar enfrenta uma série de problemas graves. Mais de 3 milhões de pessoas ficaram sem convênio médico nos últimos quatro anos, a maioria pela perda do emprego. Para os contratantes, os altos custos são as queixas mais frequentes. Em 2012, o gasto médio com planos empresariais equivalia a 10% da folha de pagamento. Em 2017, o percentual foi para 12,7%.

No ano passado, os planos empresariais aumentaram 17,91%. No mesmo período, a inflação foi de 2,95%. Nas empresas que oferecem o benefício, os convênios são a segunda maior despesa com pessoal, só atrás dos salários.

O Valor promoveu debate com cinco especialistas na área para discutir soluções. Participaram Paulo Chapchap (Hospital Sírio-Libanês), José Cechin (Fenasaúde), Maurício Ceschin (especialista em administração hospitalar), Márcia Agosti (GE) e Leandro Fonseca (ANS).

As soluções passam por uma menor fragmentação do atendimento e dos procedimentos, que induz desperdícios. A mudança no modelo de remuneração, que incentiva procedimentos desnecessários, também precisa ser revista. Há ainda falta de planos individuais, que hoje não são atraentes para as operadoras.