O total de beneficiários de planos médico-hospitalares recuou 3,4% entre julho deste ano e o mesmo mês de 2015. O que significa a extinção de 1,7 milhões de vínculos, de acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB). No total, o setor conta com 48,4 milhões de vínculos, o número mais baixo desde o fim do segundo semestre de 2013, quando havia 48,3 milhões de beneficiários.

Na contramão dos planos exclusivamente odontológicos, apresentados aqui no Blog na terça-feira (30/8), os vínculos com planos médico-hospitalares têm diminuído desde dezembro de 2014. A série histórica pode ser vista no IESSdata.

A região Norte do Brasil foi a que, proporcionalmente, mais perdeu beneficiários. Entre julho de 2016 e o mesmo mês de 2015, o total de vínculos com planos de saúde médico-hospitalares recuou de 1,9 milhão para 1,8 milhão. Queda de 6,6%. Em números absolutos, contudo, os 124.199 mil vínculos desfeitos na região Norte não representam 10% do total de beneficiários que deixaram de contar com um plano na região Sudeste, onde 1,3 milhão de vínculos foram extintos. O que representa recuo de 4,3%. A região ainda conta com 29,8 milhões de beneficiários ou 61,7% do total do País.

A região Centro-Oeste foi a única que apresentou relativa estabilidade nos 12 meses encerrados em julho. Com leve retração de 0,1%, 4.335 vínculos foram desfeitos na região que conta, agora, com 3,1 milhões de beneficiários. A região Nordeste tem 6,6 milhões de beneficiários, queda de 1,2% no período analisado; e a região Sul conta com 6,9 milhões de vínculos, 2,2% a menos do que em julho do ano passado.

A NAB ainda mostra que, no período analisado, o total de beneficiários desses planos recuou para todas as operadoras de planos de saúde, exceto as medicinas de grupo. Para essas operadoras, o total de vínculos apresentou leve alta de 0,7% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Com isso, essas empresas passaram a atender 17,4 milhões de beneficiários, 128,1 mil a mais do que no período anterior.

A retração registrada foi fortemente puxada pelo resultado das cooperativas médicas, que perderam 1,3 milhão de beneficiários (1,1 milhão apenas na região Sudeste), representando uma queda de 6,6% entre julho de 2016 e o mesmo mês de 2015. Mesmo com a queda, as cooperativas ainda atendem a maior fatia dos beneficiários de planos médico-hospitalares: são 18,1 milhões de beneficiários ou 37,5% do total. Já as medicinas de grupo respondem por 17,4 milhões de vínculos ou 36% do total.

As seguradoras especializadas em saúde atendem 6,8 milhões de beneficiários (14,1%); as autogestões, 4,9 milhões (10,3%); e as filantrópicas, 1 milhão (2,2%).