A operadora de saúde suplementar Amil teve uma adição líquida de 881 mil beneficiários à sua carteira este ano, segundo dados até outubro, e superou a marca de seis milhões de clientes de planos de saúde e odontológicos. O dado anterior, de setembro, mostrava que a empresa tinha agregado 810 mil vidas.

E, somente em outubro, a empresa conquistou 71,4 mil beneficiários, conforme dados reportados à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esta semana, e que devem compor o boletim mensal do órgão regulador.

O desempenho da empresa é decorrente de ajustes na operação do negócio, após o empresário José Seripieri Júnior comprá-la em 2023 da UnitedHealth Group por R$ 11 bilhões, sendo um pagamento de R$ 2 bilhões em dinheiro e R$ 9 bilhões em dívidas assumidas.

Foco voltou ao crescimento

No primeiro ano sob a nova gestão, o foco foi em arrumar a casa, fazendo uma gestão rigorosa da carteira, reduzindo a exposição a contratos deficitários, que drenavam resultado, para focar naqueles com maior potencial de ganho. Isso levou, inicialmente, a companhia a uma retração planejada no número de vidas. Este ano, contudo, a empresa voltou ao jogo do crescimento e tem apostado numa estratégia agressiva para adquirir novos beneficiários, mas sem perde de vista a rentabilidade.

De acordo com o diretor-presidente da Amil, Renato Manso, a estratégia de expansão da companhia tem sido lançar novos produtos ajustados aos mercados em que a empresa prioriza gestão médica eficiente e parcerias estratégias, além de “uma cultura de atendimento centrada no cliente e um investimento vigoroso na marca”, afirmou o executivo à Coluna.