Até 2030, o Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DCM/SBC) estipulou uma meta de redução em 30% a carga de doenças cardiovasculares em mulheres. Segundo levantamento da DCM, as mulheres morrem mais de AVC – Acidente Vascular Cerebral, comumente conhecido por derrame, também são elas que mais apresentam infarto do miocárdio na ausência de obstrução arterial coronária e também relatam mais ter hipertensão arterial.
“As mulheres têm características peculiares, especialmente quando entram na menopausa, e apresentam sintomas atípicos de síndrome coronariana aguda, infarto do miocárdio e também evolução para insuficiência cardíaca. Por isso, a importância de ter um acompanhamento, uma prevenção para evitar desfechos negativos”, explica o Dr. Felipe Teixeira, coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital São Vicente.
Dr. Felipe Teixeira lembra que as doenças cardiovasculares, muitas vezes, são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas, dessa forma, tanto mulheres quanto homens precisam ficar atentos e fazer consultas regulares a partir dos 35 anos. “As doenças cardiovasculares são um problema de saúde pública, não se pode descuidar do acompanhamento clínico e preventivo, que permitirá uma boa qualidade de vida.”