A transformação digital das Centrais de Material e Esterilização (CME) deixou de ser uma pauta de eficiência operacional para se tornar uma exigência estratégica, regulatória e jurídica dentro dos hospitais brasileiros. Foi com essa abordagem que a Hexa IT, provedora de soluções de TI, participou do 1º Simpósio de CME da Rede D’Or, uma das maiores operadoras independentes de hospitais do Brasil, que aconteceu na última semana, reunindo enfermeiros de diferentes unidades da rede em todo o Brasil para discutir inovação, segurança assistencial e os impactos da nova Lei nº 15.378/2026, que fortalece os direitos do paciente e exige mais rastreabilidade e segurança nos hospitais.

O impacto da nova legislação e o papel da rastreabilidade

Representando a empresa, a enfermeira Fran Camargo, recém-integrada ao time da Hexa IT como Consultora Técnica Comercial, conduziu uma palestra técnica sobre rastreabilidade automatizada, automação de processos e os impactos da nova legislação federal, que transformou a rastreabilidade dos instrumentos cirúrgicos em um direito do paciente. Segundo a legislação, sancionada em abril de 2026, o paciente passa a ter o direito de questionar a higienização dos instrumentos utilizados e conhecer a procedência dos insumos hospitalares.

“A CME é o coração do hospital, ela funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e impacta diretamente a segurança do paciente. Falar sobre CME inteligente hoje é falar sobre rastreabilidade, conformidade e responsabilidade assistencial. Não é mais uma escolha tecnológica, é uma necessidade institucional”, comenta Fran Camargo.

O que define uma CME Inteligente

Durante o simpósio, Fran apresentou o conceito de CME Inteligente como a integração entre tecnologias digitais, automação de processos, inteligência artificial e gestão baseada em dados, permitindo rastreabilidade em tempo real, redução de erros humanos, previsibilidade operacional e conformidade regulatória.

Entre as soluções destacadas estiveram sistemas de rastreabilidade digital com QR Code, identificação por radiofrequência (RFID), sensores IoT, integração com prontuário eletrônico, autoclaves inteligentes, automação de embalagens e dashboards gerenciais em tempo real.

Benefícios mensuráveis da automação hospitalar

Segundo a apresentação, os benefícios da automação são amplos e mensuráveis, como redução de 30% a 40% no tempo de ciclo, aumento de 25% na capacidade operacional, 50% menos tempo dedicado a processos manuais, redução de 90% nos erros, conformidade regulatória total com rastreabilidade completa, economia operacional entre 20% e 30%, 40% menos retrabalho, redução de 35% no consumo de insumos, além de KPIs em tempo real, decisões baseadas em dados, otimização contínua e sincronização automática com Health Information System (HIS) e prontuário eletrônico do paciente (PEP).

“A interação com os enfermeiros foi surpreendente, com uma troca muito rica e validação importante de que o mercado está pronto para discutir esse tema de forma madura e urgente”, destaca Fran.

Além do aspecto operacional, a nova legislação trouxe uma mudança de paradigma para a gestão hospitalar, onde a ausência de rastreabilidade automatizada deixa de ser apenas uma não conformidade sanitária e passa a representar potencial violação de direitos do paciente, com implicações administrativas e jurídicas relevantes.

Para Edgard Nienkotter, CEO da Hexa IT, esse cenário acelera a demanda por soluções capazes de conectar CME, centro cirúrgico, estoque, faturamento e prontuário eletrônico em uma única jornada digital, eliminando lacunas de informação e fortalecendo a governança hospitalar.

“A entrada da Fran reforça exatamente a nossa estratégia de unir profundidade técnica, visão assistencial e tecnologia aplicada ao negócio hospitalar. A CME deixou de ser uma área de bastidor e passou a ocupar um papel central na segurança, eficiência e sustentabilidade das instituições de saúde. Estamos falando de um movimento irreversível”, afirma Nienkotter.