Cosaúde debate inclusões de novas tecnologias no Rol
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou, nos dias 20/10 e 21/10, a 56ª Reunião Técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). Nos encontros, a Comissão analisou as contribuições da sociedade recebidas na etapa de participação social e discutiu novas propostas de inclusão de tecnologias no Rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
Na abertura do evento, a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, destacou que acompanhar os avanços da medicina exige decisões baseadas em evidências, que considerem os benefícios das novas tecnologias para os pacientes e a sustentabilidade do setor. “Como garantir que a velocidade da inovação em saúde seja acompanhada pela mesma capacidade de produzir evidências, tomar boas decisões e assegurar sustentabilidade ao sistema?”, questionou.
A diretora ressaltou que os custos das decisões tomadas são compartilhados na saúde suplementar. Por isso, a incorporação de uma tecnologia deve considerar também a capacidade das pessoas permanecerem no sistema. Nesse contexto, destacou a relevância da Cosaúde, que reúne diferentes perspectivas, como as dos consumidores, das operadoras, do mercado e de especialistas. “É com esse espírito de diálogo e rigor técnico que iniciamos mais uma reunião da Cosaúde”, afirmou.
Nos encontros, duas tecnologias foram objetos de discussões preliminares:
Essas propostas, que passaram por discussões preliminares, seguirão para as etapas de participação social e, em seguida, serão examinadas em nova reunião técnica da Cosaúde.
Análise das contribuições de participação social:
. Cloridrato de tepotinibe – medicamento designado para o tratamento inicial (em primeira linha) de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) em fase avançada, com uma alteração genética específica (mutação do tipo skipping no éxon 14 do gene MET);
. Teste de 21 genes para perfil de expressão genômica de tumor de mama – suporte à tomada de decisão terapêutica de pacientes com câncer de mama em estágio inicial (estágios I, II e IIIA), com condições específicas: receptor hormonal positivo (RH+), receptor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 negativo (HER2-), e doença linfonodo negativo ou doença linfonodo positivo, com comprometimento de um a três linfonodos.
Examinadas as contribuições públicas, as quatro propostas seguirão para aprovação final da DICOL da ANS.
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