Planos de saúde reforçam a importância da identificação precoce
Ansiedade, depressão e estresse ocupacional estão entre os principais desafios observados nos últimos 12 meses pela Sanus
O avanço dos problemas relacionados à saúde mental tem ampliado o debate sobre seus impactos na vida pessoal e profissional. No Brasil, 47% da Geração Z afirmam sentir estresse ou ansiedade durante todo ou a maior parte do tempo, enquanto 37% apontam o trabalho como um fator que contribui significativamente para esses sentimentos, segundo a Gen Z and Millennial Survey 2025, da Deloitte.
Na saúde suplementar, a presença da depressão entre beneficiários de planos de saúde passou de 11,1% em 2020 para 13,5% em 2023, de acordo com levantamento do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). A demanda também é percebida pela Sanus, healthtech especializada em gestão de saúde corporativa, que oferece suporte pelo WhatsApp, por meio da AntonIA, sua inteligência artificial, aliado ao atendimento humanizado de uma equipe multidisciplinar. O serviço é voltado a usuários e dependentes vinculados a empresas, corretoras e operadoras de saúde.
Nos últimos 12 meses, a Sanus acompanhou 15.397 beneficiários, únicos em sua linha de cuidado. Desse total, 903 receberam acompanhamento de saúde mental, com maior concentração na faixa de 25 a 34 anos, seguida pela de 35 a 44 anos. Esses beneficiários somaram 10.731 atendimentos ao longo do período. O estresse ocupacional foi o fator associado mais citado, seguido por problemas relacionados ao sono e mudanças importantes de vida, como perda de emprego, luto ou mudança de cidade.
“Grande parte do sofrimento mental não chega nomeado. Por isso, a jornada começa antes de o colaborador pedir ajuda. É preciso ter diferentes formas de identificar uma possível necessidade e, a partir daí, acolher, avaliar o risco e direcionar a pessoa para o cuidado adequado”, afirma Joanna Pedrolongo, diretora médica da Sanus e médica de Família e Comunidade.
Sinais antes do pedido de ajuda
Na Sanus, a identificação de uma possível demanda de saúde mental pode acontecer antes mesmo de o beneficiário procurar ajuda. O acompanhamento considera as informações coletadas pela AntonIA ou pela equipe de enfermagem durante o contato com o beneficiário, o contato espontâneo, a percepção da equipe, a sinalização de familiares e padrões de utilização dos serviços, como idas recorrentes ao pronto-socorro por cefaleia, taquicardia, dores difusas e insônia. Quando há indícios de sofrimento mental, a pessoa passa por acolhimento e avaliação de risco. Casos considerados de alto risco são priorizados e recebem contato de um profissional de saúde no mesmo dia.
“Muitas vezes, os primeiros sinais não são percebidos como uma questão de saúde mental. Por isso, é importante observar diferentes manifestações e não esperar que a pessoa peça ajuda. A tecnologia nos permite identificar padrões em escala, enquanto a equipe avalia o risco, direciona para o cuidado adequado e acompanha a jornada. A decisão clínica, porém, é sempre humana”, explica Joanna.
Cuidado conforme a necessidade de cada beneficiário
O acompanhamento também varia conforme o nível de risco. A cadência mínima prevista é de contato diário nos casos de risco alto, semanal nos moderados e mensal durante a transição, com espaçamento progressivo conforme a estabilização. Em situações de risco iminente à vida, há protocolo específico, com plano de segurança e acionamento da rede de apoio.
Dos beneficiários direcionados ao acompanhamento psicológico interno no período analisado, 54% aceitaram e seguiram com o tratamento.
“As empresas precisam deixar de tratar a saúde mental como uma pauta restrita ao calendário e passar a enxergá-la como um cuidado contínuo. O Setembro Amarelo contribui para dar visibilidade ao tema e reduzir o estigma, mas organizações precisam estar preparadas para acolher a demanda que pode surgir a partir dessa conscientização. Antes de incentivar alguém a pedir ajuda, é fundamental garantir que exista uma estrutura preparada para recebê-la e acompanhá-la”, conclui.
Sobre a Sanus
Fundada em 2020, a Sanus é uma empresa de inteligência em saúde que combina tecnologia, dados e atendimento humano para transformar interações com o sistema privado de saúde em uma jornada contínua de cuidado. Tem como clientes empresas, corretoras e operadoras de saúde, apoiando usuários e dependentes de planos de saúde na utilização dos benefícios já contratados, desde o acesso a consultas, exames e procedimentos até prevenção e acompanhamento ao longo do tempo.
O relacionamento acontece diretamente pelo WhatsApp, por meio da Antonia, IA conversacional da Sanus, que organiza demandas, facilita agendamentos e orienta o acesso aos recursos disponíveis. Situações que exigem avaliação clínica ou de maior complexidade são direcionadas à equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e especialistas em saúde populacional.
As interações também alimentam um prontuário vivo, que reúne informações relevantes para o acompanhamento do beneficiário e das diferentes linhas assistenciais.
Para empresas e parceiros, os dados gerados ao longo dessa jornada ajudam a identificar padrões de utilização, perfis populacionais e necessidades de cuidado, orientando ações de prevenção, engajamento e gestão de custos. A Sanus atua de forma complementar ao plano de saúde para facilitar o acesso aos benefícios, reduzir barreiras e desperdícios, aumentando a inteligência e eficiência no tratamento de dados e a previsibilidade da gestão de saúde.